Como superar as dificuldades ao abrir o negócio próprio

 

     Trabalhar com o próprio negócio é o sonho de muitos empreendedores. Atualmente, não é apenas o salário que determina a escolha de uma profissão. Autonomia, horários flexíveis e liberdade para expressar opiniões contam muito ao escolher uma empresa em detrimento de outra. Mas para grande parte dos novos profissionais, colocar a sua marca no mercado significa ter o próprio negócio.

As dificuldades
Para esse sonho tornar-se real, o trabalho deve ser dobrado. O empreendimento próprio exige que algumas barreiras sejam vencidas. Para o diretor da Iopen, Carlos Frederico Ferreira, uma das principais dificuldades é trabalhar seu comportamento empreendedor. “Ao contrário do que muita gente imagina, dinheiro não é o grande problema para abrir um negócio. O mais importante é ter um perfil empreendedor, pessoas que focam mais em soluções que em problemas”, Carlos Frederico ressalta. Ele explica, também, que existem fontes de financiamento que podem ser conseguidas por juros zero ou até mesmo investimentos do governo que são realizados a partir da aprovação do projeto ou plano de negócios. Nesse caso não é necessário devolver o dinheiro. É a chamada subvensão econômica.

      Ao mesmo tempo em que o governo oferece esse benefício, impõe outras barreiras. “A carga tributária é um empecilho para o empreendedor inicial. Não há incentivos, visto que os novos empresários pagam as mesmas taxas daqueles que são experientes”, explica Carlos Frederico. Além disso, a sociedade ainda vê os novos empreendedores como aventureiros. Mas essa visão está mudando. “Os novos empreendimentos têm comprovado o importante papel que exercem na economia nacional, mostrando que há riscos, mas são calculados”, esclarece. 

As soluções
      Para vencer todas essas barreiras, o mais importante é montar um bom planejamento. Definir estratégias e planejar ações para alcançá-las, além de vencer a insegurança, são pontos fundamentais para ser bem-sucedido.
      Além disso, é possível participar de programas de incentivo ao empreendedorismo, por meio de ONGs ou empresas privadas. É importante participar de incubadoras de empresas, como o Critt da UFJF, que trabalha o comportamento empreendedor de maneira mais efetiva, além de oferecer cursos e acompanhamento da gestão. Por meio das incubadoras é possível melhorar o lado técnico, como análises de investimento, de mercado, de concorrência e fluxo de caixa. O Sebrae possui o Empretec, programa que também trabalha o comportamento empreendedor. A Iopen possui cursos que desenvolvem o empreendedorismo na prática, específicos para o público recém-formado, tanto em relação ao conteúdo- focando em problemas específicos - quanto aos valores dos cursos. Outro caminho para melhorar a formação é aproveitar o material disponibilizado no site da Endeavor, instituição que oferece vídeo aulas, palestras e documentos online. As empresas juniores também são excelentes oportunidades para alunos desenvolverem características empreendedoras, independente da área que pretendem atuar.
      As dificuldades que surgem na abertura de novos negócios são inúmeras. Mas as possibilidades e oportunidades para obter sucesso também são enormes. Para cada problema que surge, o bom empreendedor encontra uma solução criativa, fazendo com que a dificuldade se torne o trampolim para o sucesso.  

      

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